João Pessoa, 15 de fevereiro de 2013 | --ºC / --ºC
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O PT associou os festejos do seu aniversário de 33 anos com a celebração da primeira década da legenda no poder federal. Nesta sexta-feira, a propósito da confluência de júbilos, Rui Falcão, o presidente da agremiação, brindou a plateia com um artigo. Veiculado na Folha, foi reproduzido no portal do PT.
No texto, Falcão regozija-se. Porém, ele combina as hosanas com um certo pé atrás: “A luta para transformar o Brasil num país a cada dia mais justo, fraterno e plenamente desenvolvido nunca foi fácil, e não temos a ilusão de que vá assim se tornar. Temos muitos aliados, mas também inimigos poderosos.”
O companheiro está certo, muito certo, certíssimo. Aliás, essas pessoas que sistematicamente desmoralizam o PT e influenciam a opinião pública contra o petismo deveriam ser processadas judicialmente pelo próprio partido. Infelizmente, os que fazem isso contam com o escudo da filiação ao PT.
Digamos que dez anos atrás o PT tivesse uma bancada diferente da dos 300 picaretas, um líder imaculado, muito apreço pela ética, coragem para combater os corruptos e uma bandeira vermelha. A situação, hoje, é a seguinte: Rui Falcão precisa verificar, urgentemente, o que fizeram com a bandeira vermelha. Ela pode ser a única coisa que restou do ex-PT.
Mudaram as circunstancias, certo. As vacas magras do tempo de oposição passaram. A ética incondicional é um estorvo anacrônico. E aquele petista clássico de mostruário, como o bambolê, virou uma esquicitice antiga.
Blog do Josias
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